Ancelotti implementa na Seleção pressão alta elogiada por técnicos rivais
O técnico Carlo Ancelotti tem aplicado na Seleção Brasileira uma estratégia de pressão alta no campo adversário, que já era sua marca registrada na Europa. Essa tática foi destacada positivamente pelo treinador do Panamá, Thomas Christiansen, que enfrentou o Brasil recentemente.
UOL Palmeiras · 01 de junho de 2026 às 01:40

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A Seleção Brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, tem demonstrado uma característica tática cada vez mais evidente: a marcação por pressão no campo do adversário. Essa abordagem, que Ancelotti aprimorou a partir dos ensinamentos de Arrigo Sacchi no Milan, bicampeão europeu nas décadas de 80 e 90, visa recuperar a posse de bola rapidamente em zonas ofensivas, dificultando a saída de jogo do oponente.
Durante os amistosos recentes, o treinador do Panamá, Thomas Christiansen, ex-jogador do Barcelona, não poupou elogios à intensidade da Seleção Brasileira. Ele observou que a pressão exercida pelo Brasil já havia complicado Croácia e França, e a mesma estratégia foi decisiva no confronto contra o Panamá, no Maracanã. Ancelotti, ao ser questionado sobre os elogios, confirmou que a recuperação de bola no ataque é uma "característica importante do futebol atual" e que 25% dos gols marcados pela Seleção sob sua gestão são originados dessa tática.
Para que a estratégia de pressão seja eficaz, o preparo físico dos atletas é fundamental. Ancelotti reconheceu que alguns jogadores não estavam no mesmo nível físico em sua última entrevista coletiva após a vitória sobre o Panamá, embora não tenha citado nomes. Tal disparidade pode impactar a execução da tática em campo, especialmente em momentos cruciais dos jogos.
O equilíbrio entre fases ofensiva e defensiva é um ponto contínuo de discussão na comissão técnica, especialmente visando a estreia na Copa. Ancelotti mencionou a possibilidade de escalar um meio-campista ou até mesmo um lateral em funções mais avançadas, como uma alternativa para manter a intensidade e o poder de marcação. Nomes como Danilo, Wesley e Lucas Paquetá foram citados, evidenciando a busca por versatilidade e adaptação tática.
Essa aposta de Ancelotti na pressão alta reflete uma tendência moderna do futebol, onde a capacidade de roubar a bola perto do gol adversário é um diferenciador. A implementação dessa estratégia, que já rendeu frutos e elogios internacionais, posiciona a Seleção Brasileira como um time taticamente bem organizado, focado em agressividade e recuperação rápida da posse.
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