Leila Pereira relembra racha com Flamengo na Libra: 'Quis falar o que é melhor'
Leila Pereira, presidente do #Palmeiras, revelou bastidores da conturbada relação com o Flamengo na formação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra), expressando decepção com a postura do clube carioca, que desejava 'ditar' o futuro do esporte.
UOL Palmeiras · 02 de junho de 2026 às 02:00

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A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, concedeu entrevista ao G1 e trouxe à tona detalhes dos conflitos que marcaram a consolidação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra), especialmente o racha com o Flamengo. Segundo a dirigente, o clube rubro-negro tentou impor suas vontades sobre o que seria ideal para o futebol, gerando frustração em relação às expectativas de união entre os clubes.
Inicialmente, a Libra foi criada com o objetivo de modernizar a gestão do futebol nacional, contando com a participação de Palmeiras e Flamengo. No entanto, divergências levaram o clube alviverde a anunciar sua saída em maio, após a presidente perceber que havia um desejo do Flamengo em 'redistribuir' um contrato já assinado, o que não foi bem recebido pela gestão palmeirense.
Leila Pereira declarou que sua intenção era "valorizar o produto" do Brasileirão. “Eu tinha essa ilusão de que os clubes poderiam se unir para administrarmos. Imaginávamos que poderíamos conversar de uma forma onde todos pensassem juntos, mas o negócio não andou”, afirmou. A virada, segundo ela, ocorreu com a postura do então presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, no final de 2024.
"Ficou um negócio muito complicado, eles querendo rediscutir um contrato que já foi assinado, entraram com ação na Justiça, eu não gostei daquilo", disse Leila. A presidente do Palmeiras deixou claro que o clube não seria um mero espectador da hegemonia rubro-negra fora de campo. "Eu pensei: 'o Palmeiras não vai ser espectador de um clube ficar falando o que é melhor para o futebol brasileiro'; então, achamos melhor sair da Libra".
Questionada sobre a permanência de Abel Ferreira e Anderson Barros, Leila defendeu a dupla, ressaltando a competência de ambos e criticando a rivalidade institucional nos bastidores. "A rivalidade que eu quero ter é dentro de campo, pois são dois grandes clubes. Essa rivalidade para ter hegemonia no futebol, não é minha pretensão", concluiu.
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