Situação delicada de Mayke no Santos remete a casos de Zé Ivaldo e Tiquinho
O lateral-direito Mayke vive momento de incerteza no Santos, com seu futuro no clube questionado após não cair nas graças da torcida. A situação do jogador, que tem contrato até 2027, é comparada à de Zé Ivaldo e Tiquinho, que também enfrentaram dificuldades no Alvinegro Praiano.
UOL Palmeiras · 20 de maio de 2026 às 15:00

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A permanência do lateral-direito Mayke no Santos é vista como delicada, especialmente após sua substituição ainda no primeiro tempo da recente derrota por 3 a 0 para o Coritiba. Contratado no meio do ano passado, o jogador de 33 anos ainda não conseguiu conquistar a torcida santista, mesmo com um vínculo contratual que se estende até dezembro de 2027. O episódio da substituição, motivado pelas fortes vaias da torcida, tornou sua continuidade no clube praticamente insustentável, gerando um cenário de incertezas.
A pressão da torcida sobre Mayke, que foi alvo de protestos toda vez que tocava na bola, levou o técnico Cuca a retirá-lo de campo para preservar o atleta. Medida semelhante foi adotada em outros momentos da carreira do treinador, visando proteger jogadores de contextos hostis. O desafio agora para a diretoria santista é gerenciar a situação contratual do lateral, que possui um compromisso de longo prazo e um salário considerável, o que pode dificultar uma possível transferência.
O caso de Mayke encontra paralelos com as situações anteriores do zagueiro Zé Ivaldo e do centroavante Tiquinho Soares no próprio Santos. Zé Ivaldo, por exemplo, está "esquecido" no elenco há mais de um mês e meio devido a críticas por falhas defensivas, não havendo mais clima para sua utilização diante do torcedor. O entendimento interno é de que o desgaste com a torcida inviabiliza a permanência do zagueiro, a despeito do contrato vigente.
Já a experiência com Tiquinho Soares ilustra um cenário de possível empréstimo para aliviar a folha salarial. O atacante, também com contrato até o fim de 2027 e com 35 anos, foi cedido ao Mirassol, com o Santos arcando com a maior parte de seus vencimentos. Isso ocorreu porque o atleta já não fazia parte dos planos da comissão técnica e não havia perspectiva de uma negociação que gerasse retorno financeiro. Se o "esquecimento" de Mayke persistir, o Santos pode ter que lidar com um desfecho similar.
Diante desses precedentes, a diretoria do Santos enfrenta o desafio de encontrar a melhor solução para Mayke, equilibrando a necessidade de manter um elenco focado e a responsabilidade de gerenciar contratos de jogadores que perderam espaço. A expectativa é que o clube busque uma alternativa que seja benéfica tanto para o jogador quanto para as finanças alvinegras, evitando a repetição de casos onde atletas com bons salários ficam à margem do time principal.
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